{"id":9099,"date":"2021-02-05T12:14:36","date_gmt":"2021-02-05T11:14:36","guid":{"rendered":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/?post_type=juris&#038;p=9099"},"modified":"2021-02-05T12:14:36","modified_gmt":"2021-02-05T11:14:36","slug":"processo-n-o-1167-20-7t8vnf-c-g1","status":"publish","type":"juris","link":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/juris\/processo-n-o-1167-20-7t8vnf-c-g1\/","title":{"rendered":"PROCESSO N.\u00ba 1167\/20.7T8VNF-C.G1"},"content":{"rendered":"<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n17 de setembro de 2020<\/p>\n<p><strong>Descritores<\/strong><br \/>\nExonera\u00e7\u00e3o do passivo restante<br \/>\nRendimento dispon\u00edvel<br \/>\nSustento minimamente digno<br \/>\nSubs\u00eddio de f\u00e9rias<br \/>\nSubs\u00eddio de natal<\/p>\n<p><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><br \/>\nI- Relativamente \u00e0 determina\u00e7\u00e3o do valor considerado razo\u00e1vel para garantir o sustento minimamente digno do devedor o legislador apenas estabeleceu no artigo 239.\u00ba, n.\u00ba 3, al. b), i) do CIRE que tal valor n\u00e3o deve exceder, salvo decis\u00e3o fundamentada do juiz em contr\u00e1rio, tr\u00eas vezes o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional, ou seja, estabeleceu um limite m\u00e1ximo obtido atrav\u00e9s de um crit\u00e9rio quantific\u00e1vel e objetivo.<\/p>\n<p>II- J\u00e1 quanto ao limite m\u00ednimo da exclus\u00e3o, o legislador prev\u00ea apenas um conceito indeterminado ou aberto, traduzido naquilo que \u00e9 razoavelmente necess\u00e1rio ao sustento minimamente condigno do devedor e do seu agregado familiar, crit\u00e9rio este a densificar e a ponderar casuisticamente em fun\u00e7\u00e3o do caso concreto, conforme as particularidades da situa\u00e7\u00e3o do devedor.<\/p>\n<p>III- A an\u00e1lise do regime legal aplic\u00e1vel \u00e0 delimita\u00e7\u00e3o dos rendimentos que integram o rendimento dispon\u00edvel do devedor e respetivas exclus\u00f5es no \u00e2mbito do direito da insolv\u00eancia implicam que se deva atender ao sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional, correspondente ao valor da retribui\u00e7\u00e3o m\u00ednima mensal garantida, tal como introduzida pelo Decreto-Lei n.\u00ba 217\/74, de 27-05, sucessivamente atualizada (a que se refere o n.\u00ba 1 do artigo 273.\u00ba do C\u00f3digo do Trabalho, aprovado pela Lei n.\u00ba 7\/2009, de 12-02) enquanto refer\u00eancia razo\u00e1vel e adequada \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo necess\u00e1rio a assegurar o sustento condigno dos devedores nos 12 meses do ano.<\/p>\n<p>IV- Os subs\u00eddios de f\u00e9rias e de natal s\u00e3o incontestavelmente rendimentos provenientes do trabalho que devem estar sujeitos \u00e0 cess\u00e3o, enquadrando-se pela sua natureza, no rendimento dispon\u00edvel previsto no artigo 239.\u00ba, n.\u00ba 3, do CIRE, devendo incluir-se na entrega ao fiduci\u00e1rio independentemente do per\u00edodo a que se reportam.<\/p>\n<p>V- Quest\u00e3o distinta \u00e9 a de saber se, em concreto, tal rendimento excede ou n\u00e3o o rendimento indispon\u00edvel fixado ao devedor\/insolvente, atendendo \u00e0s exclus\u00f5es previstas no artigo 239.\u00ba, n.\u00ba 3, b), subal\u00ednea i), do CIRE, ou seja, se o montante de tais subs\u00eddios de f\u00e9rias e de natal a receber pelo devedor, englobados no rendimento total deste, ultrapassam ou n\u00e3o objetivamente o valor fixado como montante necess\u00e1rio ao sustento digno do insolvente nos 12 meses do ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\">https:\/\/www.dgsi.pt<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Data 17 de setembro de 2020 Descritores Exonera\u00e7\u00e3o do passivo restante Rendimento dispon\u00edvel Sustento minimamente digno Subs\u00eddio de f\u00e9rias Subs\u00eddio de natal Sum\u00e1rio I- Relativamente \u00e0 determina\u00e7\u00e3o do valor considerado razo\u00e1vel para garantir o sustento minimamente digno do devedor o legislador apenas estabeleceu no artigo 239.\u00ba, n.\u00ba 3, al. b), &hellip; 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