{"id":17260,"date":"2022-04-08T15:05:23","date_gmt":"2022-04-08T14:05:23","guid":{"rendered":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/?post_type=juris&#038;p=17260"},"modified":"2022-04-08T15:05:56","modified_gmt":"2022-04-08T14:05:56","slug":"processo-n-o-909-16-0t8cld-c1-s1","status":"publish","type":"juris","link":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/juris\/processo-n-o-909-16-0t8cld-c1-s1\/","title":{"rendered":"PROCESSO N.\u00ba 909\/16.0T8CLD.C1.S1"},"content":{"rendered":"<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n21 de mar\u00e7o de 2019<\/p>\n<p><strong>Descritores<\/strong><br \/>\nInterdi\u00e7\u00e3o<br \/>\nInabilita\u00e7\u00e3o<br \/>\nAnomalia ps\u00edquica<br \/>\nConvola\u00e7\u00e3o<br \/>\nCurador<br \/>\nConselho de fam\u00edlia<br \/>\nAplica\u00e7\u00e3o da lei no tempo<br \/>\nMaior acompanhado<\/p>\n<p><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><br \/>\nI \u2013 Se \u00e0 data da prola\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido \u2013 28-11-2018 \u2013 ainda n\u00e3o se encontrava em vigor o novo regime jur\u00eddico do maior acompanhado, aprovado pela Lei n.\u00ba 49\/2018, de 14-08, que revogou a disciplina civil das interdi\u00e7\u00f5es e inabilita\u00e7\u00f5es, n\u00e3o obstante o disposto no art. 26.\u00ba do citado diploma, ser\u00e1 \u00e0 luz das normas do CC, na sua reda\u00e7\u00e3o anterior, que as quest\u00f5es objeto da revista t\u00eam de ser analisadas.<\/p>\n<p>II \u2013 A anomalia ps\u00edquica, enquanto causa incapacitante que fundamenta a interdi\u00e7\u00e3o, abrange todas as defici\u00eancias, n\u00e3o apenas do intelecto, mas tamb\u00e9m da vontade, afetividade e sensibilidade, devendo ser atual (e n\u00e3o passada ou futura) e permanente (e n\u00e3o meramente acidental ou transit\u00f3ria) e assumir uma gravidade tal que interfira com as faculdades do indiv\u00edduo, de modo a tolher a sua capacidade de reger a sua pessoa e bens.<\/p>\n<p>III \u2013 Quando essas patologias, embora permanentes, n\u00e3o revistam gravidade que permita declarar a interdi\u00e7\u00e3o, \u00e9 de aplicar a inabilita\u00e7\u00e3o, tal como sucede quando se constate que as capacidades da pessoa se encontram diminu\u00eddas mas que a interfer\u00eancia no seu discernimento, vontade e querer n\u00e3o a tornam completamente inapta para governar a sua pessoa e bens.<\/p>\n<p>IV \u2013 Resultando da factualidade provada que o requerido apresenta deteriora\u00e7\u00e3o de alguns aspetos cognitivos, que o tornam dependente da ajuda de terceiros para realizar certas tarefas que exijam n\u00edveis de abstra\u00e7\u00e3o e complexidade superiores, mas que o quadro cl\u00ednico apurado n\u00e3o o impede, atualmente, de fazer a gest\u00e3o di\u00e1ria da sua pessoa e bens, ficando apenas comprometidas as atividades ou tarefas mais complexas ou exigentes, \u00e9 adequada a convola\u00e7\u00e3o levada a cabo pela Rela\u00e7\u00e3o que, ao abrigo do art. 905.\u00ba, n.\u00ba 3, do CPC, decretou a inabilita\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s da interdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>V \u2013 Aplicando-se ao instituto da inabilita\u00e7\u00e3o o regime da interdi\u00e7\u00e3o, com as necess\u00e1rias adapta\u00e7\u00f5es, deve a curatela ser deferida ao filho maior, preferindo o mais velho (arts. 143.\u00ba, n.\u00ba 1, al. d), e 156.\u00ba do CC).<\/p>\n<p>VI \u2013 N\u00e3o se demonstrando a necessidade de indicar quais os actos sujeitos a autoriza\u00e7\u00e3o do curador, n\u00e3o est\u00e1 o tribunal obrigado a fazer essa discrimina\u00e7\u00e3o na senten\u00e7a que decretou a inabilita\u00e7\u00e3o (art. 153.\u00ba do CC).<\/p>\n<p>VI \u2013 N\u00e3o tendo o tribunal entregue a administra\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio do inabilitado, no todo ou em parte, ao curador, n\u00e3o h\u00e1 lugar \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o do conselho de fam\u00edlia (art. 154.\u00ba, n.\u00ba 2, do CC).<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\">https:\/\/www.dgsi.pt<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Data 21 de mar\u00e7o de 2019 Descritores Interdi\u00e7\u00e3o Inabilita\u00e7\u00e3o Anomalia ps\u00edquica Convola\u00e7\u00e3o Curador Conselho de fam\u00edlia Aplica\u00e7\u00e3o da lei no tempo Maior acompanhado Sum\u00e1rio I \u2013 Se \u00e0 data da prola\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido \u2013 28-11-2018 \u2013 ainda n\u00e3o se encontrava em vigor o novo regime jur\u00eddico do maior acompanhado, &hellip; 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