{"id":12956,"date":"2021-12-13T11:44:58","date_gmt":"2021-12-13T10:44:58","guid":{"rendered":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/?post_type=juris&#038;p=12956"},"modified":"2021-12-13T11:44:58","modified_gmt":"2021-12-13T10:44:58","slug":"processo-n-o-1670-13-5t8ptm-e1","status":"publish","type":"juris","link":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/juris\/processo-n-o-1670-13-5t8ptm-e1\/","title":{"rendered":"PROCESSO N.\u00ba 1670\/13.5T8PTM.E1"},"content":{"rendered":"<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n25 de novembro de 2021<\/p>\n<p><strong>Descritores<\/strong><br \/>\nProcura\u00e7\u00e3o<br \/>\nRequisitos de forma<br \/>\nNulidade<\/p>\n<p><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><br \/>\nI \u2013 Os documentos aut\u00eanticos, sejam eles aut\u00eanticos em <em>stricto sensu<\/em> ou autenticados, fazem prova plena dos factos que referem como praticados pela autoridade ou oficial p\u00fablico respetivo, sendo tal prova plena suscet\u00edvel de ser ilidida com base na prova da sua falsidade.<\/p>\n<p>II \u2013 Os reconhecimentos e as autentica\u00e7\u00f5es efetuadas por advogados nos termos previstos na lei notarial conferem a tais documentos a mesma for\u00e7a probat\u00f3ria que teriam se tais atos tivessem sido realizados com interven\u00e7\u00e3o notarial.<\/p>\n<p>III \u2013 Existindo uma presun\u00e7\u00e3o de prova plena quanto aos factos praticados pela entidade equiparada ao not\u00e1rio, compete \u00e0 parte que pretende ilidir tal presun\u00e7\u00e3o, o \u00f3nus da prova (artigo 344.\u00ba do C\u00f3digo Civil).<\/p>\n<p>IV \u2013 Para que uma procura\u00e7\u00e3o se mostre validamente autenticada por advogado, nos termos dos artigos 1.\u00ba, 3.\u00ba e 4.\u00ba da Portaria n.\u00ba 657-B\/2006, de 29-06, torna-se necess\u00e1rio que seja efetuado registo dessa autentica\u00e7\u00e3o em sistema inform\u00e1tico e que esse registo respeite determinados elementos de car\u00e1cter identificativo das partes, do autenticador e da natureza do ato, bem como que seja efetuado no momento da autentica\u00e7\u00e3o, apenas se admitindo que possa ser efetuado nas 48 horas seguintes, no caso de n\u00e3o ter sido poss\u00edvel aceder ao sistema inform\u00e1tico, devendo essa impossibilidade ficar a constar do registo.<\/p>\n<p>V \u2013 Permitindo-se que outras entidades, para al\u00e9m dos not\u00e1rios, possam exercer atos de natureza p\u00fablica, \u00e9 compreens\u00edvel que tais atos se mostrem particularmente exigentes do ponto de vista da seguran\u00e7a e da certeza jur\u00eddica.<\/p>\n<p>VI \u2013 N\u00e3o tendo sido cumprido o requisito temporal para a pr\u00e1tica do registo inform\u00e1tico do termo de autentica\u00e7\u00e3o de uma procura\u00e7\u00e3o, tal procura\u00e7\u00e3o apenas poder\u00e1 valer como mero documento particular.<\/p>\n<p>VII \u2013 Sendo nula por falta de forma a procura\u00e7\u00e3o, o contrato realizado por seu interm\u00e9dio mostra-se efetuado por algu\u00e9m que atuou em nome do representado, mas sem poderes de representa\u00e7\u00e3o, o que implica a inefic\u00e1cia desse contrato relativamente ao representado.<\/p>\n<p><strong>(Sum\u00e1rio da Relatora)<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.dgsi.pt\">https:\/\/www.dgsi.pt<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Data 25 de novembro de 2021 Descritores Procura\u00e7\u00e3o Requisitos de forma Nulidade Sum\u00e1rio I \u2013 Os documentos aut\u00eanticos, sejam eles aut\u00eanticos em stricto sensu ou autenticados, fazem prova plena dos factos que referem como praticados pela autoridade ou oficial p\u00fablico respetivo, sendo tal prova plena suscet\u00edvel de ser ilidida com &hellip; <\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"template":"","juris_areas":[236],"juris_datas":[441],"temas":[],"class_list":["post-12956","juris","type-juris","status-publish","hentry","juris_areas-tribunal-da-relacao-de-evora","juris_datas-06-12-a-12-12-de-2021"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/juris\/12956","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/juris"}],"about":[{"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/juris"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12956"}],"wp:term":[{"taxonomy":"juris_areas","embeddable":true,"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/juris_areas?post=12956"},{"taxonomy":"juris_datas","embeddable":true,"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/juris_datas?post=12956"},{"taxonomy":"temas","embeddable":true,"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/temas?post=12956"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}