{"id":11663,"date":"2021-07-26T13:55:47","date_gmt":"2021-07-26T12:55:47","guid":{"rendered":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/?post_type=juris&#038;p=11663"},"modified":"2021-07-26T13:55:47","modified_gmt":"2021-07-26T12:55:47","slug":"processo-n-o-749-2020","status":"publish","type":"juris","link":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/juris\/processo-n-o-749-2020\/","title":{"rendered":"PROCESSO N.\u00ba 749\/2020"},"content":{"rendered":"<p>Ac\u00f3rd\u00e3o n.\u00ba 445\/2021<\/p>\n<p><strong>Data<\/strong><br \/>\n23 de junho de 2021<\/p>\n<p><strong>Descritores<\/strong><br \/>\nArtigo 1842.\u00ba, n.\u00ba 1, al\u00ednea c), do CC, na reda\u00e7\u00e3o introduzida pela Lei n.\u00ba 14\/2009, de 1 de abril<br \/>\n[nossa autoria]\n<p><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><br \/>\n\u201cIII \u2013 Decis\u00e3o<\/p>\n<p>Em face do exposto, decide-se:<\/p>\n<p>a) n\u00e3o julgar inconstitucional a norma contida no artigo 1842.\u00ba, n.\u00ba 1, al\u00ednea c), do C\u00f3digo Civil, na reda\u00e7\u00e3o introduzida pela Lei n.\u00ba 14\/2009, de 1 de abril, que estabelece que a a\u00e7\u00e3o de impugna\u00e7\u00e3o da paternidade pode ser intentada, pelo filho, at\u00e9 10 anos depois de haver atingido a maioridade ou de ter sido emancipado, ou posteriormente, dentro de tr\u00eas anos a contar da data em que teve conhecimento de circunst\u00e2ncias de que possa concluir-se n\u00e3o ser filho do marido da m\u00e3e, quando aplicada aos casos em que o impugnante pretende n\u00e3o apenas a destrui\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo resultante do registo, mas tamb\u00e9m o estabelecimento da paternidade em rela\u00e7\u00e3o a um sujeito que, para al\u00e9m do v\u00ednculo biol\u00f3gico, tenha gozado da chamada posse de estado em rela\u00e7\u00e3o a ele, tenha sido reconhecido como seu pai pelo p\u00fablico e o tenha tratado como filho no plano afetivo e social; e, consequentemente,<\/p>\n<p>b) julgar procedente o recurso, determinando a remessa dos autos ao Supremo Tribunal de Justi\u00e7a, a fim de que este reforme a decis\u00e3o em conformidade com a presente decis\u00e3o sobre a quest\u00e3o de inconstitucionalidade. (\u2026)\u201d<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.tribunalconstitucional.pt\">https:\/\/www.tribunalconstitucional.pt<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ac\u00f3rd\u00e3o n.\u00ba 445\/2021 Data 23 de junho de 2021 Descritores Artigo 1842.\u00ba, n.\u00ba 1, al\u00ednea c), do CC, na reda\u00e7\u00e3o introduzida pela Lei n.\u00ba 14\/2009, de 1 de abril [nossa autoria] Sum\u00e1rio \u201cIII \u2013 Decis\u00e3o Em face do exposto, decide-se: a) n\u00e3o julgar inconstitucional a norma contida no artigo 1842.\u00ba, &hellip; <\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"template":"","juris_areas":[225],"juris_datas":[],"temas":[410],"class_list":["post-11663","juris","type-juris","status-publish","hentry","juris_areas-tribunal-constitucional","temas-direito-da-familia-e-das-criancas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/juris\/11663","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/juris"}],"about":[{"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/juris"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11663"}],"wp:term":[{"taxonomy":"juris_areas","embeddable":true,"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/juris_areas?post=11663"},{"taxonomy":"juris_datas","embeddable":true,"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/juris_datas?post=11663"},{"taxonomy":"temas","embeddable":true,"href":"https:\/\/crlisboa.org\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/temas?post=11663"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}